Cris Berger

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Paris - O Notre Dame, por Elisa Veeck


Novembro está frio. Os parisienses saem de casacos pesados, cachecóis e sapatos. Quanta elegância! Entre as mulheres, poucos tênis vi. Elas usam muitas botas, de todos os tipos. Elegantérrimas! O sol abençoou a viagem com belos dias de céu aberto (as chuvas são típicas nesta época). Os cinco dias foram de máxima de 13C e mínima de 3C.

 Qualquer fotografia vista antes, não chega aos pés do preciosismo de ver Paris de perto, cheguei a esta conclusão após entrar no belíssimo Notre Dame. 


 Uma fila antes para enfrentar, mas como tudo na cidade é muito organizado, gastei poucos minutos nela. A novidade deste momento são os "Guias Eletrônicos" disponíveis em diversas línguas e que contam a história do local, passo à passo no percurso sugerido pelo roteiro.

 

Os guias são oferecidos na entrada dos principais pontos turísticos de Paris. Para retira-lo, é preciso deixar algum documento. No meu caso, o passaporte. Alias, é importantíssimo guardá-lo em lugar seguro. Seja ele bolso ou bolsa. Ele pode ser solicitado a qualquer momento. Sem contar que é bom ser um cidadão identificado, não é? 

Cada local importante dentro a catedral reservava um número para o guia. Aí é só clicar e ouvir as curiosidades e histórias daquele cantinho - em português de Portugal, claro.


 A catedral é uma construção gótica do ano de 1160, mas só foi de fato concluída em 1345. A história arquitetônica de Paris é marcada por muita extravagância. Há riqueza de detalhes em TUDO que diz respeito à construções históricas. Os reis acreditavam que, quanto mais esplendorosa a construção, maior a representação de amor à religião (católica). O nome Notre Dame vem de " Nossa mãe" e, antes de ser construída, o local era endereço da primeira igreja católica de Paris. Um detalhe interessante é que na Revolução Francesa alguns vitrais foram destruídos por revolucionários que confundiram as imagens de santos com as de reis. Curioso, não? Haja guilhotina para aquela época. Ui!

 Sai de lá embasbacada. Que maravilhoso ver algo tão bem preservado. Penumbra, silêncio e muitas fotografias. Gosto de chegar nos lugares, sentar e reparar nas pessoas que por lá circulam, as paredes, o detalhe dos vidros, o cheiro, os sussurros. 
 Assim, posso dizer que eu vivi e senti aquele momento. Que eu de fato estive ali. Visitem Paris! É puro charme e cultura!

 Bem, hora de planejar o jantar e conhecer a noite parisiense. Alguma dica?

 Bonsouar, madeimoselle! Bonsouar Paris!




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Chegada em Paris, por Elisa Veeck

Bem vinda, Paris! 

Sempre que termino de ler um livro imagino como são as cores e pessoas daquela história. Às vezes até me decepciono ao assistir o filme dele. A minha reprodução é sempre diferente da que estou vendo no cinema. Mas com Paris foi diferente. Ela é igualzinha ao que imaginei. Linda, elegante e cheia de cultura.


Assim que cheguei (e após trocar algumas moedas), peguei um táxi e vi a forma que a cidade tinha. O clima me fez lembrar Buenos Aires e minha infância vivida por lá. O aeroporto Charles de Gaulle fica distante do burburinho de Paris. São uns bons 30 minutos de caminho. Ah, Paris! Como é bom vê-la!

 Check-in, elevador pequenino, quarto, aquecedor, malas abertas e... Lá vamos nós para o primeiro passeio. Com o mapa em mãos posso identificar com maior precisão a cidade (e perceber a desorganização da minha). Há 50 opções para cinco dias. 


Paris possui diversas linhas de trem e metrô. Você consegue chegar em todos os pontos turísticos da cidade através delas. Os bilhetes são variados. Paguei em torno de 26 Euros em um bilhete que me dava ótima mobilidade com gratuidade nos cinco dias entre trem (REM) e metro (M). Os valores variam de acordo com o período de utilização e regiões/zonas/linhas que você escolher. Foi uma comédia tentar entender o cobrador (deve ter sido pior para ele).





Bilhete em mãos. Eis que chega um trem de dois andares. Mais uma novidade entre tantas. Apenas uma estação me separa do primeiro destino. Além de usar o bilhete para entrar na estação, é preciso passa-lo novamente para sair. Caminho, vejo pessoas, ruas e avisto o primeiro destino: Notre Dame.

Vivi momentos inenarráveis nesta viagem. Chorei, calei, respirei fundo diante de quadros e pinturas cheias de histórias. Contarei cada destino e curiosidade para vocês, um a um. Mas para não fazer deste texto um livro, falarei de Notre Dame no próximo. Meu desejo é fazer você viajar comigo. Tomara que o consiga!

 Até lá!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Paris por Elisa Veeck!

O mapa mostra Rabat, Bamako, Rome, Palma, Lisbonne, Toulose... Entre elas, Nantes. Para mim, até então, Nantes era nome de música da banda Beirut. Posso ver aqui de cima o primeiro pedaco de terra depois da noite de céu, nuvens e Atlântico. Tudo é estranho e novo. Mas lindo, como uma trilha de Amelie Poulin.
O táxi passou às 14 horas. O caminho foi parecido com muitos outros que já fizera até o aeroporto. Mas, pela 1 vez,  ao invés de passar direto pelo guichê da Air France, entrei  nele com passaporte em mãos (Que malas pequenas destes passageiros na fila! Será que só eu sou turista por aqui?). Não sei dizer o que estou sentindo. Está tudo bom, confuso, inseguro... Tudo novo. Será que vou encontrar Maria Antonieta por lá?
Check-in feito. Raio-X, policia federal, portão 11, chamada para o voo, poltrona 31L. Afivelem os cintos e coloquem sua poltrona na posicão vertical. Bon voyage!
Atingimos um pouco mais de 300km/h ainda em pista e decolamos. Em poucos minutos serviram biscoitos e bebidas/champgne. Logo depois, vinhos e jantar. Remedinho para dormir e.... Bonjour!  Café? Thé? Chocolat? Assim veio a aeromoça, com aquele agudinho de sotaque francês. (Confesso que acordei diversas vezes para conferir se o oceano Atlântico estava debaixo de mim)

De repente, sem perceber, pousamos. Que sensacão estranhamente boa! Fila para sair, fila no corredor de desembarque, fila da policia federal, espera da mala e... Finalmente segui a placa de Sortie/Exit.
Corredores, pessoas, vento gélido e 8C. Olá Paris! Você realmente é de verdade! Tem ruas, árvores de folhas caídas e cafés com croissants. Posso aproveitar seu outono, conhecer seus museus e sua famosa torre? Que bom! Se eu chorar, não liga, tá? É que você é como um sonho. Só que agora é de verdade.
Bienvenue!

domingo, 16 de outubro de 2011

É da rotina que eu gosto mais!

Você gosta da rotina? Estava aqui pensando, há um ano atrás eu estava na Europa. Embarquei dia 12 de outubro para Barcelona. Era feriado, um lindo dia de inverno com sol. Lembro que uma amiga estava passeando com os cães, a outra na serra gaúcha tomando chimarrão. Eu ia para o aeroporto. E juro: queria estar no lugar delas. No meu roteiro, só lugares incríveis, os melhores hotéis e restaurantes, reserva de executiva em todos os trechos aéreos, destinos maravilhosos e eu... bem, eu estava triste. Profundamente, triste.

Porque? Aparentemente eu não tinha nenhum problema. Pelo contrário, estava viajando para completar os novos capítulos do meu livro: 69 Lugares para Amar (volume 2). Tudo corria bem, o vento parecia a favor!
Chego em Barcelona com sol. Fico hospedada no maravilhoso Mandarin Oriental. Acordo cedo, desço para tomar café da manhã, volto para o quarto e começo a me arrumar para desbravar Bracelona quando começo a chorar. Choro, choro, choro. Mas o que está acontecendo comigo? Como eu posso estar chorando? Minhas amigas não me entendem! Me questionam! “Mas Cris quanta gente gostaria de estar no teu lugar!” Eu sei, eu sei! Mas a questão era: eu estava cansada daquilo tudo. Na hora não consegui entender. Estava, demasiadamente, dentro do problema para enxergar o que quer que fosse! Resolvi dormir. Me acalmei. O descanso me ajudou a ter um pensamento mais claro e otimista. Como cansado a gente não deve fazer nada, né? Segui a viagem que foi bárbara e a vida seguiu...
Hoje, olho para trás, e vejo que meu problema era falta de rotina. Sim, você leu, bem. Tudo o que eu desejava era estar perto do "conhecido", do trivial, do familiar, do simples! Finalmente, consegui dosar esta equação, sigo viajando, sem dúvida. Pretendo publicar muito e muitos livros de viagens na minha vida! Mas descobri o prazer de ter um porto seguro e ficar nele. De repetir pequenas funções. A minha mais nova e deliciosa rotina é toda manhã passear com meu cachorro! Estou amando! Levanto da cama, escovo os dentes, coloco uma roupa, pego a coleira que está sempre no mesmo lugar (até isso gosto) e saio para caminhar! O Cozumel (meu cão) adora! Eu, mais ainda. A rua ainda está silenciosa. Observo os jardins, o estilo de cada casa, imagino quem mora nelas, sinto o frescor do amanhecer, cruzo com “alguns” madrugadores, os cumprimento e me sinto bem. Incrivelmente, bem! Eu tenho uma rotina, sinto meus pés no chão, pertenço a um lugar, me sinto segura.

Este descanso faz com que as viagens tenham um gosto melhor. Viajei, recentemente, para Toronto, no Canadá e amei. Me vi curiosa, interessada, participante, fazendo perguntas, anotando tudo, pegando cartões, querendo saber mais. Isso tudo graças a bela rotina. Ela me estabilizou.
E daí vem a rotina nos pregar outra peça! O que acontece quando perdemos a rotina de amar alguém? De dizer eu te amo, mandar torpedinhos, escrever um email, telefonar, ter o nome dele como primeiro das ligações feitas, fazer planos a dois, habituar um lugar que não é seu, mas passa a ser por alguns momentos, de escutar a voz desta pessoa, conviver com os amigos (dele), com a família (dele), com os os hábitos (dele). Perder tudo isso é tão dolorido! Ah, a rotina que escapa pelos dedos. O coração que pede por ela. Talvez isso a gente chame de saudade.
Olho para a dona rotina e me assusto com seu poder! Sei que tanta gente reclama da rotina e talvez um dia eu venha reclamar dela, mas hoje confesso: é da rotina que eu gosto mais!


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Minhas dicas do que fazer em Santiago!

Esta semana recebi mensagens de dois casais de amigos indo viajar para Santiago, no Chile! Então este post é especial para o Mota e a Débora e a Lenice e Claiton.

Ele estavam atrás de dicas. Minha primeira foi: adquiram já o livro-guia 69 Lugares para Comer e Beber. Ano passado eu passei uma semana na capital chilena descobrindo restaurantes bacanas para entrarem no meu livro. Fui em todos. Provei todinhos. Avaliei serviço, comida e atmosfera. E só coloquei no livro os lugares por quais me apaixonei. São 10 lugares em Santiago e quatro pertinho dela.
Você sabe, né? A paixão é a base para tudo. O tempero mais importante! O que move a vida!

Bem, agora venho com a segunda parte da dica: roteiro. O que fazer em solo chileno!? Santiago é uma cidade linda, destas que dá vontade de morar. Com muito verde, grande avenidas, prédios altos e espelhados misturados com construções mais antigas. Nada a ver com Buenos Aires. Nem pense em comparar. Santiago tem seu jeitinho próprio. Claro que "de longe" o que ela tem de mais sedutor é a Cordilheira dos Andes! Nada mais bonito do que aquele paredão circulando a cidade. Agora, no inverno, a neve deve estar tapando o cume das montanhas. Neste caso apenas digo: babe! É lindo demais!

O hotel que eu mais gosto nela é o W. Ele é supermoderno. A decoração, seu ponto alto. Perca uns minutinhos olhando para cima, para baixo, para as paredes, para os detalhes, são móveis design, espelhos, cores fortes, objetos descolados, muito estilo! Ele fica no bairro El Golf, em Las Condes, pertinho da rua Isidora Goyenechea. Ah! Hospedado, ou não no W, curta um final de tarde na cobertura do hotel, no bar Red 21, a vista é lindíssima! A noite rola baladinha.

Escreve aí este nome: Isidora Goyenechea - aqui você já pode investir algumas horinhas, a pedida é "bata perna". Nela há lojas de vinhos (El Mundo del Vino é uma boa pedida), vários restaurantes bacanas entre eles a Coquinaria que é um mercado gourmet bacanérrimo onde alguma coisinha certamente vai dar vontade de comprar (controle-se e não queira levar a loja inteira).

Quem gosta de correr (como esporte) e quem quer apenas caminhar vá para a avenida Andres Bello também conhecida como Costanera e circule em volta do rio Mapocho que atravessa a cidade. Adoro este cantinho de Santiago. Eu sempre corria ali nas minhas inúmeras temporadas chilenas. 

O bairro mais chique é Vitacura. Pegue um táxi e peça para descer na esquina da avenida Nueva Costanera e Allonso de Cordoba. Na Allonso saia a caminhar e namorar vitrines. As melhores lojas com marcas de grife vão estar ali. Na Nueva Costanera estão um mix de ótimos restaurantes. Este bairro é habitado pela nata chilena. Você vai ver lindos prédios de apartamentos. 

Com vontade de algo mais despojado? Hora de conhecer o bairro de Bella Vista e Lastarria, os mais alternativos. O primeiro superconhecido. O segundo nem tanto, na minha opinião, muito mais legal. Em Bella Vista a vida se passa na rua (calle) Constitución, ali estão os barzinhos, restaurantes, casas noturnas, galerias de artes e lojinhas. Claro, quebre em algumas ruas paralelas e que cortam a principal, sempre dá para descobrir novos endereços. 

Em Lastarria comece pela calle José Victorino Lastarria onde fica a loja Ají. Faço este seu ponto de partida. Perca-se pelas ruelas vizinhas, com menos turistas, mais tranquilo e super charmoso. Por lá também há cafés e lojinhas para conferir.

Melhor pisco sour? Você não ouviu falar do pisco ainda? Vamos lá. O pisco é um destilado da uva. Na versão mais direta: ele é a caipirinha chilena. Eu a-do-ro! E olha que eu não sou chegada a destilados. O pisco é levinho. Pega rápido e bem. Portanto não ultrapasse três, quatro doses. Eu costumo ficar em duas. Me seguro porque é fácil ir adiante. Pero...mejor no! O melhor pisco que provei foi no Etniko que fica na calle Constitución, em Bella Vista. O lugar serve comida japonesa maravilhosa, o pisco (chileno ou peruano) eu prefiro o peruano, mais amarguinho e tem o maior clima de paquera e baladinha.

Agora vamos falar dos cerros (montes), o San Cristobal é o mais importante. De Bella Vista você pode subir nele de bondinho. Outra entrada é pelo bairro Providência onde se sobre de carro ou a pé, para quem não tiver como peso extra a preguiça. Final de semana só dá chilenos subindo correndo e de bicicleta. Chega a dar vergonha ao ver aquele pessoal com tanta disposição.
Considerando que a cidade é rodeada de cerros fazer trekking por lá é programação básica. Mas daí você deve conhecer alguém, não dá para fazer sozinho. Em Cajon del Maipo há trilhas lindas! Taí outro lugar para passar o dia. Neste caso entre em contato com a Exploring Chile e agende um passeio!

Compras! Vou chamar a Izabella Boaz para dar opinião (expert em compras). Santiago é cheio de shopings, o que eu mais gosto (e não gosto de shopping) é o La Dehesa porque ele é meio aberto com um paisagismo lindo. Troca de temporada é o ideal para renovar o guarda roupa, quando as lojas entram em liquidação a coisa é séria e os preços ficam ótimos! Vou colar esta parte de uma reportagem e já posto aqui. Compras não é meu forte e de cabeça eu não sei.

Na última vez que estive em Santiago fui na Feira de Artesanato (permanente) no Pueblito de los Dominicos (Avenida Apoquindo 9085). É bem bacana, com mil opções!

E para encerrar este capítulo cito o Museu de Arte Pré Colombina, meu museu predileto em Santiago que fica no centro. Se há um roteiro para visitar no centro? Sim, dá para ir conferir a Plaza de Armas e o Palacio de la Moneda. Mas vá no final de semana quando o trânsito dá uma trégua.

Santiago é uma cidade segura, nunca tive problemas por lá. Mas fique esperto, oportunistas estão espalhados pelo mundo. Nesta época do ano vai estar bastante frio. Coma muito peixes e frutos do mar, o Pacifico é o paraíso! A gastronomia chilena é maravilhosa. Além dos sabores do mar o cordeiro patagônico é muito famoso. Vinhos! O Chile produz grande rótulos! Descruba seu(s) preferidos. Adoro as vinícolas Casa Silva, Montes, Viu Manent. Casa Lapostolle, Mtetic e Casa del Bosque.

Só mais uma coisinha: passe um dia em uma vinícola. Sou fã de carteirinha do Valle de Colchagua, uma hora e meia de Santiago, ao sul. Faça a duplinha: almoço e desgustação com direito a conhecer onde os vinhos são produzidos e armazenados. A Casa Silva tem um restaurante delicioso e produz o Cool Coast e Micro Terroir, dois grandes prazeres!

Sem dúvida os chilenos vão lhe receber muito bem! Eles são um povo amável. Boa viagem e voltem com dicas novas para os leitores!

O que fazer em Santiago do Chile!

Esta semana recebi mensagens de dois casais de amigos indo viajar para Santiago, no Chile! Então este post é especial para o Mota e a Débora e a Lenice e o Claiton.

Meu primeiro conselho foi: ter na bagagem o livro-guia 69 Lugares para Comer e Beber. Ano passado eu passei uma semana na capital chilena buscando restaurantes bacanas para entrarem no meu livro. Fui em todos. Provei todinhos. Avaliei serviço, comida e atmosfera. E só coloquei no livro os lugares por quais me apaixonei. São 10 lugares em Santiago e quatro nas redondezas!
Você sabe, né? A paixão é a base para tudo. O tempero mais importante! O que move a vida!

Bem, agora venho com o roteiro. O que fazer em solo chileno!? Santiago é uma cidade linda, destas que dá vontade de morar. Com muito verde, grande avenidas, prédios altos e espelhados misturados com construções mais antigas. Nada a ver com Buenos Aires. Nem pense em comparar. Santiago tem seu jeitinho próprio. Claro que "de longe" o que ela tem de mais sedutor é a Cordilheira dos Andes! Nada mais bonito do que aquele paredão circulando a cidade. Agora, no inverno, a neve deve estar tapando o cume das montanhas. Neste caso apenas digo: babe! É lindo demais!

O hotel que eu mais gosto nela é o W. Ele é supermoderno. A decoração, seu ponto alto. Perca uns minutinhos olhando para cima, para baixo, para as paredes, para os detalhes, são móveis design, espelho, cores fortes, objetos descolados, muito estilo! Ele fica no bairro El Golf, em Las Condes, pertinho da rua Isidora Goyenechea. Ah! Hospedado, ou não no W, curta um final de tarde na cobertura do hotel, no bar Red 21, a vista é lindíssima! A noite rola baladinha.

Escreve aí este nome: avenida Isidora Goyenechea - aqui você já pode investir algumas horinhas, a pedida é "bata perna". Nela há lojas de vinhos (El Mundo del Vino é uma boa pedida), vários restaurantes bacanas entre eles a Coquinaria que é um mercado gourmet bacanérrimo onde alguma coisinha certamente vai dar vontade de comprar (controle-se e não queira levar a loja inteira).

Quem gosta de correr (como esporte) ou quem quer apenas caminhar vá para a avenida Andres Bello também conhecida como Costanera e circule em volta do rio Mapocho que atravessa a cidade. Adoro este cantinho de Santiago. Eu sempre corria ali nas minhas inúmeras temporadas chilenas. 

O bairro mais chique é Vitacura. Pegue um táxi e peça para descer na esquina da avenida Nueva Costanera e Allonso de Cordoba. Na Allonso saia a caminhar e namorar vitrines. As melhores lojas com marcas de grife vão estar ali. Na Nueva Costanera estão um mix de ótimos restaurantes. Este bairro é habitado pela nata chilena. Você vai ver lindos prédios de apartamentos. 

Com vontade de algo mais despojado? Hora de conhecer o bairro de Bella Vista e Lastarria, os mais alternativos. O primeiro superconhecido. O segundo nem tanto, na minha opinião, muito mais legal. Em Bella Vista a vida se passa na rua (calle) Constitución, ali estão os barzinhos, restaurantes, casas noturnas, galerias de artes e lojinhas. Claro, quebre em algumas ruas paralelas e que cortam a principal sempre, dá para descobrir novos endereços. 

Em Lastarria comece pela calle José Victorino Lastarria onde fica a loja Ají. Faço este seu ponto de partida. Perca-se pelas ruelas vizinhas, com menos turistas, mais tranquilo e super charmoso. Por lá também há cafés e lojinhas para conferir.

Melhor pisco sour? Você não ouviu falar do pisco ainda? Vamos lá. O pisco é um destilado da uva. Na versão mais direta: ele é a caipirinha chilena. Eu a-do-ro! E olha que eu não sou chegada a destilados. O pisco é levinho. Pega rápido e bem. Portanto não ultrapasse três, quatro doses. Eu costumo ficar em duas. Me seguro porque é fácil ir adiante. Pero...mejor no! O melhor pisco que provei foi no Etniko que fica na calle Constitución, em Bella Vista. O lugar serve comida japonesa maravilhosa, o pisco (chileno ou peruano - eu prefiro o peruano, mais amarguinho) e tem o maior clima de paquera. 

Agora vamos falar dos cerros (montes), o San Cristobal é o mais importante. Do bairro Bella Vista você pode ir até o topo de bondinho. Outra entrada é pelo bairro Providência onde se sobe de carro ou a pé, para quem não tiver como peso extra a preguiça. Final de semana só dá chilenos subindo correndo e de bicicleta. Chega a dar vergonha ao ver aquele pessoal com tanta disposição.

Considerando que a cidade é rodeada de cerros fazer trekking por lá é programação básica. Mas daí você deve conhecer alguém, não dá para fazer sozinho. Em Cajon del Maipo há trilhas lindas! Taí outro lugar para passar o dia. Neste caso entra em contato com a Exploring Chile e agende um passeio!

Compras! Vou chamar a Izabella Boaz para dar opinião (expert em compras). Santiago é cheio de shoppings, o que eu mais gosto (e não gosto de shopping) é o La Dehesa porque ele é meio aberto com um paisagismo lindo. Troca de temporada é o ideal para renovar o guarda roupa, quando as lojas entram em liquidação! Os preços ficam ótimos!

Na última vez que estive em Santiago fui na Feira de Artesanato (permanente) no Pueblito de los Dominicos (Avenida Apoquindo 9085), é bem bacana, com mil opções!

E para encerrar este capítulo cito o Museu de Arte Pré Colombina, meu museu predileto em Santiago que fica no centro. Se há um roteiro para visitar no centro? Sim, dá para ir conferir a Plaza de Armas onde está a Catedral Metropolitana e o prédio dos Correios e o Palacio de la Moneda, sede do governo. Mas vá no final de semana quando o trânsito dá uma trégua.

Santiago é uma cidade segura, nunca tive problemas por lá. Entretanto fique esperto, oportunistas estão espalhados pelo mundo. Nesta época do ano vai estar bastante frio. Coma muito peixes e frutos do mar, o Pacifico é o paraíso! A gastronomia chilena é maravilhosa. Além dos sabores do mar o cordeiro patagônico é muito famoso. Vinhos! O Chile produz grande rótulos! Descruba seu(s) preferido(s). Adoro as vinícolas Casa Silva, Montes, Viu Manent. Casa Lapostolle, Matetic e Casa del Bosque.

Passe um dia em uma vinícola. Sou fã de carteirinha do Valle de Colchagua, uma hora e meia de Santiago, ao sul. Faça a duplinha: almoço prolongado e desgustação com direito a conhecer onde os vinhos são produzidos e armazenados. A Casa Silva tem um restaurante delicioso, no meio dos vinhedos, e produz o branco Cool Coast e o tinto Micro Terroir, dois grandes prazeres!

Sem dúvida os chilenos vão lhe receber muito bem! Eles são um povo amável. Boa viagem e voltem com dicas novas para os leitores!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Terça nobre: Vinum com amigas!

Depois de passar cinco anos sem a mínima rotina comecei a olhar para ela de um jeito diferente!

Terças-feiras passaram a ter um gostinho de almoço com amigas. 

O mais bacana? Amigas de adolescência! Do tempo do Anchieta, colégio que eu estudei em Porto Alegre. Ontem foi a segunda terça que engrenamos! Estou confiante que vamos levar adiante o plano de nos vermos uma vez por semana!

Escolhemos a enoteca Vinum, um mix de bar de vinhos, loja e bistrô.

O ambiente é clean, moderno e aconchegante. Localizada no bairro Moinhos de Vento, ali na rua Marquês do Herval, fica num sobradinho lindo. Foi minha segunda visita à Vinum. A primeira aconteceu no verão e havia me deixado com uma boa lembrança e vontade de voltar. Acho que gosto de lá mais no clima de inverno, isso porque eu adoro tudo que envolve esta estação.

Quando eu cheguei as gurias estavam no andar de cima. Que delícia encontrar as amigas! Impressionante como seguimos com nossos jeitinhos dos tempos de segundo grau. Foi a maior bagunça. O papo começou super divertido e acabou reflexivo. Brindamos diversas vezes, ao amor, a amizade, ao reencontro, a sabedoria e a mais um série de coisas que surgiam no caminho! Tudo era motivo de brinde. A gente só cuidava para não se emocionar muito e quebrar o copo! Bem, isso foi conselho da Fabi que todas seguimos sem pestanejar!

Nosso almoço começou ao meio dia e acabou as quatro da tarde. Juro que eu nunca havia feito isso em plena terça-feira! Num lugar repleto de vinhos fica difícil não sucumbir a um deles. Resolvemos pedir uma garrafa, "que venha um Rutini".  Acabou vindo dois! Dá para imaginar...

A Vinum oferece a opção de pedir vinhos em cálice. Não apenas um único vinho, mas todo o cardápio. Na verdade, os vinhos eleitos daquela semana. Então você vai degustando diferentes rótulos aos pouquinhos. É possível tomar vinhos caros por um valor não tão elevado. Por exemplo, o primeiro cálice pode ser de um vinho premium, o segundo de algo mais acomodado e no momento que seu paladar já não estiver "aquela coisa", ir para um vinho mais jovem, com menos estrutura e mais econômico.

A lojinha que fica no andar inferior é cheia de bons rótulos. Dos mais conhecidos aos garimpados. Com cifras elevadas e preços acomodados. Sempre vale dar uma passada!

Agora falando dos pratos. No almoço eles oferecem um menu fechado com entrada, prato principal e sobremesa. Eu comi um carpaccio de beringela dos deuses! Meu prato principal foi um salmão com chips de batata e molho de cogumelos que estava sublime. Pedi uma pequena porção do fettuccine de gorgonzola que fazia parte do outro prato, também uma delícia. Não dou palpite na sobremesa porque não sou muito chegada em doce e dei apenas uma bicadinha.
O atendimento do Juliano foi nota dez. Ele se revelou uma simpatia e teve a maior boa vontade e paciência em atender o pedido de quatro mulheres falantes e animadas. Viva o Juliano!

Eu gostei tanto do almoço, da companhia das minhas amigas, dos pratos, dos vinhos, do ambiente, do atendimento que já estou fazendo planos de voltar. Acho que a próxima vez vai ser um jantar, desta vez com direito a presença do namorado.O lugar é ótimo para namorar!

Ah, quanto foi o almoço? Por pessoa R$ 90,58. Não é barato, mas é o caso que valeu cada centavo. Anota aí o serviço: Vinum, Rua Marquês do Herval, 52., telefone 51 3395.4597 Moinhos de Vento, Porto Alegre.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um pombo-correio eletrônico a me alegrar!

É...a vida passa num segundo. A gente nunca sabe quando ela vai chegar ao fim. Por isso eu não deixo nada para amanhã. Vivo o hoje. Celebro o agora. Meu amigo Clóvis Duarte era assim. Este viveu com intesidade. Foi um pai incrível, excelente comunicador, amigo divertido e ombro para todas as horas. Ele deixa uma saudade que faz o coração apertar. Na verdade, sigo achando que a qualquer momento ele vai aparecer com sua alegria contagiante! "Tu  fazes falta, Clóvis!"

Hoje recebi um email sensacional que me fez lembrar o tempo que eu participava do programa Clóvis Duarte falando de turismo. Lembro do professor dizendo: "Cris Berger, para onde você vai nos levar, hoje?" E eu começava a contar sobre minhas viagens pelo mundo a fora...

Foi nesta época que conheci (virtualmente) o Ricardo Schmidt. Volta e meia ele me mandava simpáticos emails comentando sobre minha participação na telinha. Não é que hoje recebi uma mensagem dele! Ela me remeteu as sextas-feiras de 2009, o ano que participei do programa. A saudade apertou! Gostei tanto que resolvi dividir com vocês. Em tempo: "Ricardo como escreves bem! Eu que sou tua fã! Porque não mandas teus pensamentos com mais frequência para cá? Tenho certeza que todos adorariam te ler!"

   Não sei se vosmecê ainda se lembra de mim, mas devo ter sido uma das centenas de vítimas de seu sumiço do blogue - tanto que despachei a mesma mensagem três vezes seguidas, a última em 24/12/10. Como não veio resposta, joguei a toalha e me dispus a fundar a ATAM (Associação dos Tios Abandonados pelas Musas). Tendo larga experiência no ramo, acho que seria o orientador ideal para os cidadãos que perdem o contato com suas inspiradoras. O remédio é sempre dispor dum bom repertório de musas, para ir trocando conforme a necessidade.  Mas já devo ter dito que, cada vez que a enxergo, balanço feito bergamota na ventania! Um sábado desses, comprei a ZH Dominical sem olhar a prateleira de jornais. Quando estava chegando ao destino, resolvo dar uma espiadinha e quase chamo uma ambulância direto para o São Pedro (o hospício; não o teatro): "terminei de ficar maluco ou acabo de vislumbrar a Cris Berger, de poncho, na capa?" Julguei está-la confundindo com o Paixão Cortes, o Nico Fagundes, a Berenice Azambuja ou a Mary Terezinha, até que a encontro de novo na capa da Donna! "Ou fiquei duplamente louco ou essa mulher tomou conta do jornal" - pensei, com o que me restava de juízo.  De fato, era ela. Como a aurora precursora do farol da divindade em seu sorriso de paquita, a antiga musa, que eu não via há meses, reaparecia em todo o seu esplendor cacheado... Com dois coqueiros ao fundo, como a lembrar que o nosso frio é meteórico e breve o poncho voltará ao guarda-roupa. Mostrei valor e constância nesse ímpio e injusto período - consegui ficar uns oito meses sem pegar no seu pé. Antes que a minha façanha servisse de modelo a toda terra, porém, me dobrei à saudade e enviei este pombo-correio eletrônico...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Onde "comer e beber bem" em Buenos e Santiago!

O dia começa com o ritual, que se repete todas as manhãs quando estou na minha casa-escritório: preparar meu chimas. Abrir uma das minhas latas, colocar a erva (do Mercado Público) na cuia, dar aquela viradinha, esquentar água na jarra elétrica, servir, deixar a erva firmar e depois ficar servindo cuias e mais cuias entre palavras, imagens, idéias e projetos. É incrível como o dia passa em segundos! Quando eu vejo já anoiteceu e sigo entregue, mais do que isso, fico 100% absorvida pelo meu trabalho que tanto amo!

O ano de 2010 foi dedicado aos meus livros. Publiquei três novos, o 69 Lugares para Amar (volume 2), o 69 Lugares para Comer e Beber e o pocket book 69 Horas em Nova York.

Hoje resolvi falar um pouquinho do 69 Lugares para Comer e Beber. Neste livro há apenas restaurantes, bares e vinícolas. A medida que fui viajando fiquei atenta aos bons endereços gastronômicos das cidades por onde passei e tratei de montar um roteirinho para homenagear a gula. Se você é do time que acha que um dos maiores prazeres da vida está em comer e beber, o CB (como o apelidei) deve estar na sua prateleira de livros. Não, melhor! Ele deve estar na sua bolsa, na sua mala, em baixo do braço!


Fiz questão de reunir lugares em Buenos Aires e Santiago. Na verdade fiz isso com quase todos os destinos. Achei que você merecia ter um leque de opções por cidade. Portanto, querido leitor, se você vai viajar para estas duas capitais charmosas e apetitosas leve o CB e tente conferir o maior número de restaurantes possível. Todos eles foram visitados em 2010, são dicas fresquinhas, e afirmo sem medo de errar: deliciosas.

Levei em conta ambientes agradáveis, serviço bom e comida gostosa. A triologia do sucesso, certo? No livro, em geral, há desde lugares sofisticados até rústicos. A beira-mar e no topo da montanha. Salgados no preço e que cabem em um bolso mais econômico. Meu CB está eclético! Tenho certeza que vocês serão grandes amigos! Onde o encontrar? Nas melhores livrarias do país. Tem em todo o Brasil. Desfrute sem moderação e viva a gula!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

69 Lugares para Amar na revista de bordo da GOL! Oba!

Há seis anos escrevo reportagens para várias revistas do Brasil. Volta e meia escuto falar: te li ali, lá, acolá. Fico tri faceira! Tem uma veiculação que é a "campeã de vendas" e comentários: revista de bordo da GOL. Imagina a minha alegria quando a Bruna Rodrigues, repórter da GOL, me ligou sugerindo publicar uma página todinha sobre meu livro 69 Lugares para Amar (volume 2)! 

A idéia era dar dicas para os leitores de onde passar o dia dos Namorados. Bem, aqui vai a materinha! Pousada do Engenho, em São Francisco de Paula, Hotel Moreno, em Buenos Aires e Rancho do Peixe, na Praia do Preá fazem parte do roteiro para os apaixonados!


terça-feira, 26 de julho de 2011

O Poncho sai do armário, caderno DONNA, Zero Hora

Juro, foi completamente sem querer! Acabei saindo na capa do jornal Zero Hora de domingo e sendo capa do caderno DONNA totalmente por acaso. A jornalista Loraine Luz perguntou para minha querida amiga Izabella Boaz se ela conhecia alguém que usasse poncho. Bem, a Bellinha lembrou na hora de mim, justamente naquele dia eu havia ido ao cinema com ela usando meu poncho. Pronto! A Lo me ligou, entrevistou, contei que eu amava minha pala, adquirida na Patagônia um ano antes, e que achava o maior charme e estilo usar poncho, mesmo ele não estando no auge da moda. Afinal, estilo é a gente que se faz, certo? 

O Cadão (Ricardo Chaves) veio me fotografar! Procuramos um lugar que mesclasse o lado gaudério e rústico do poncho com um ar de metrópole. Elegemos o prédio Iguatemi Corporate para ficar no fundo e fui pousar para meu colega e amigo. Eu não sou modelo, hein? Apenas uma fotógrafa, jornalista e escritora de livros de viagens! Tentei pensar nas pessoas que eu fotografo e facilitar o trabalho do Cadão. Fizemos várias opções, ele é exigente, leva à sério o que faz e só sossegou depois de muitooooos cliques. Eu achei que ia render uma foto pequena ilustrando o texto da Lo. Não é que fui parar na capa do jornal?

Brinco que ganhei meus cinco minutos de fama! O melhor? Ganhei, mesmo, o carinho de amigos! Tanta gente me ligou e escreveu. Era linda daqui, linda de lá. Que nada! Eu estou mesmo com a minha carinha de sapeca e arteira. O Cadão conseguiu captar minha essência. Mais do que nunca amo meu poncho e mal posso esperar que dê uma esfriadinha para eu poder sair com ele na rua. Onde eu entro e encontro um amigo,  escuto: olha a garota do poncho! A-do-rei!!



terça-feira, 5 de julho de 2011

Chá do Teatro São Pedro por Cris Lavratti

Os chás do Teatro São Pedro estão de volta e sob a tutela da chef Andrea Schein.

O que é? O que é? Arte pura, amplitude, janelões centenários, piano de cauda, terraço com vista para a lindíssima Praça da Matriz, no coração de Porto Alegre e palco de grandes espetáculos? Sim, quem respondeu Teatro São Pedro, acertou “na mosca”.

Lugar mais que especial, patrimônio histórico e cultural da nossa querida Porto Alegre, inaugurado em 1858, com quase dois séculos de história, o São Pedro guarda tradições, lutas e glórias de muitas gerações de amantes da arte e do bem viver. Impossível não se emocionar diante de tanta beleza!

É neste cenário inspirador e sob a tutela da chef Andrea Schein, que os gaúchos e visitantes podem desfrutar de um maravilhoso chá da tarde. No foyer do teatro, anexo ao terraço encantador, é servido uma variedade de delícias. Fui conferir e agora trago para vocês as minhas impressões!

O primeiro lugar vai para a cheese cake de queijo e tomate confit, dos deuses. A combinação de sabores ficou perfeita, o contraste do queijo suave com o molho forte fez total diferença. Ponto também para a trouxinha de manga com presunto, a peculiar samosa de frango ao curry e o rocambole colorido com massa super fininha e recheado de legumes, tomate seco, presunto e queijo. Claro, não posso deixar de sugerir o renomado strudel de bacalhau, um dos carros-chefe da casa.

Entre os doces, me esbaldei no toblerone com frutas secas, na torta de banana e no gateau de chocolate branco e mel com molho de frutas vermelhas. Ah... e as tuiles, sem explicação, foram responsáveis por neutralizar o paladar entre um doce e outro. Mas como diz o ditado, que a melhor parte fica para o final, meus aplausos de pé vão para os macarons, simplesmente irresistíveis e que merecem um post único, portanto, aguardem!

Para acompanhar esse festival gastronômico, chá quente e gelado. O meu preferido foi um instigante chá de maça com especiarias servido em um samovar de prata, super saboroso. Vale a pena conferir! Dê esse presente para você. Reúna os amigos e aproveite a vida e todas as maravilhas que a cidade oferece. Só uma dica, não almoce antes de ir.

O Teatro fica na Praça Marechal Deodoro, no centro de Porto Alegre e o chá é servido todas as quartas, das 15h às 19h. Bon appetit!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Conhecer! por Eli Veeck

Conhecer pessoas e lugares. O ¨conhecer¨ está no grupo das coisas que gosto muito, junto com música, livro e viagem. Acho que temos isso em comum, não é? Afinal, você está em um blog de viagens. Por isso, hoje vou falar do meu próximo livro, mas com o protagonista do ano passado. Beto Pandiani. Em Maio de 2010 fomos até a Ilhabela entrevistá-lo. No roteiro, um velejador. 


Após 1 ano desta entrevista, finalmente abro a primeira página do livro pauta da conversa. ¨Travessia do Pacífico¨. Beto é um velejador especializado em longas travessias. Dias em alto mar sem avistar terra a bordo de um catamarã sem cabine. 


Foram 4.000 km de deslocamento por terra, partindo da Ilhabela até Concón, no Chile, onde finalmente o catamarã tocaria as águas. De lá, partiram para seus próximos 17.000 km navegando no pacífico até a Austrália. Ilhas, histórias, conhecimento, chuva, sol, pouca terra e muito mar. O livro é recheado de imagens e pessoas nas diferentes ilhas que passaram. 


Posso dizer que são fotografias maravilhosas, daquelas que você fica hipnotizado com cada traço, sorriso. Você mesmo imagina a sua história e se põe no lugar destes velejadores que saem desbravando os mares. Antes de ler, eu senti falta de ver mais imagens. Depois de ler, eu senti falta de mais texto. Livro maravilhoso.


Por um instante, após folhear algumas páginas, volto a ter 10 anos e a querer coisas de gente grande. ¨Quando eu crescer, quero ter um barquinho à vela. Conhecer a cor dos outros mares, ver os peixes. Vou desenhar, assim quando eu crescer, vou construir um igualzinho.


Nós andamos na direção do vento, e podemos considerar a nossa vida um barquinho. Escolhemos o lado que ela vai e, de repente, podemos ancorá-la em algum lugar. Algum amor, algum trabalho. Vou terminar este texto com as palavras que iniciam este livro maravilhoso: ¨Todo navegante tem um porto para onde sempre pensa regressar. O ponto de onde sempre é preciso partir e para onde sempre é preciso voltar¨

E você, já encontrou o seu porto ?

...Ahimsa 

Escrevi este texto ouvindo uma pessoa ímpar: Adele. Escreveria este e outros ouvindo qualquer música dela. As fotografias são de Maristela Colucci. www.betopandiani.com.br

domingo, 5 de junho de 2011

Chocolat Du Jour e Due Cuochi para começar a temporada SP 2011

A vida é mesmo engraçada e os sentimentos dinâmicos! Uma semana atrás eu estava reclamando de viajar demais! E jurei que daria um tempo de tantas circuladas pelo mundo!

Quinta-feira passada, dia 2 de junho, fui para São Paulo fazer uma sessão de autógrafos do meu livro 69 Lugares para Comer e Beber e acabei ficando dois dias a mais. Resultado: amei! 
 
Voando de volta a Porto Alegre, me peguei sorrindo, olhando pela janelinha os minúsculos pontos de luz, me sentindo cidadã do mundo, feliz pelos dias deliciosos que me haviam sido presenteados e querendo viajar mais! Janelinha de avião é convite há muitas idéias!

Mas era apenas uma viagem para São Paulo! Sim, era. Foi uma viagem cheia de novidades, tempo livre, amigos queridos que me fizeram um bem danado!

Logo de cara conheci o Rodrigo, no aeroporto de Porto Alegre. "Te conheço do Face", ele disse. Eu ri.  Seguimos conversando durante a espera de quase três horas do nosso vôo atrasado. Chegando em SP ganhei uma carona "de táxi" do Rodrigo. Robson era o nome do motorista, gentil e simpático com quem demos boas gargalhadas contando piadas de gaúchos de Pelotas.

Deixamos o Rodrigo na Paulista e combinei um preço fechado com o Robson até o shopping Cidade Jardim. Se o trecho entre Guarulhos e São Paulo (capital) levou apenas trinta minutos até o shopping Cidade Jardim foi de uma hora e quinze! Fiquei pensando como é importante termos pessoas com bom humor perto da gente. No final das contas deu tudo certo e fiz questão de pagar um pouco mais.

Cheguei a tempo de trocar de roupa e almoçar no Santo Grão. Sete horas da noite eu já estava na loja da Chocolat Du Jour esperando os convidados para mais esta bateria de autógrafos. Fui tão bem recebida pela Nat e equipe da loja! 

Tiramos fotos, batemos papo e fiquei sabendo que foi ela quem me descobriu lendo meu livro da Livraria da Vila. Ela contou para a Cláudia e a Patrícia (as donas da Chocolat) que entraram em contato comigo e de lá para cá começou uma troca de figurinhas que resultou nesta ação. Inclusive nesta loja da Chocolat Du Jour tem um painel grande com a foto do meu livro e uma citação minha. Não é o máximo? 

Fui, finalmente, apresentada para o famoso chocolate quente chamado de Choco Chand! Ele é servido em uma xícara linda! Cacau da melhor qualidade! Muito amor e dedicação em todos os produtos, barras de chocolate, trufas, pipocas... em embalagens lindas de morrer!

Bandejas com trufas e chocolates quente foram sendo servidas por toda a noite. Matei a saudade de gente querida, conheci um novo amigo, escrevi dedicatórias sinceras e me senti feliz da vida por estar em São Paulo e ser tão bem recebida!

Para fechar o dia em grandíssimo estilo fomos comemorar o aniversário de uma grande amiga no Due Cuochi. Ele está no meu livro. Eu havia conhecido o endereço do Itaim. Mas confesso, o do Cidade Jardim é charmoso demais! Pedi um arroz negro com frutos do mar que estavam nada menos do que divino. O sommelier nos serviu um Pro Seco delicado e refrescante! O atendimento foi impecável. Saí completamente encantada!

E assim foi o primeiro dia na capital paulista!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A doce viagem do livro, por Elisa Veeck

Sala de embarque, fila qualquer, elevador, avião, ônibus: perfeito para a leitura. Durante todas as minhas viagens eu carrego um Sudoku, livro ou revista. A questão é:  a tal viagem do livro. Que delicia que é viajar com um livro, não é? Eu imagino pessoas, cores, aromas. Minha história pode ser preto e branco, pode ser colorida. Eu os imagino da minha forma. 
Outro dia estava na sala de espera do analista. Na página 143 do livro Feliz Ano Velho (Estou vivendo um amor platônico por Marcelo Rubens Paiva. Que seja eterno enquanto dure o livro). "Na fila (de um festival de MPB da TV Cultura no final da década de 70) já sacamos que éramos dois peixinhos fora da água, exceto por um cabeludo que estava atrás de nós. Era um cara meio tímido". 


Como de costume, eu estava deitada no sofá. Todas as vezes que chegava alguém eu inclinava a cabeça para trás e dizia "Oi". Assim que li esse trecho do livro, entrou um cara alto, pinta de roqueiro e cabeludo. Exatamente da forma que imaginei ao ler. Que livro você está lendo?, perguntou o cara. 


Estou lendo...hum... sabe que acabei de ler um trecho e fiquei imaginando como seria a pessoa. E você apareceu igualzinho ao que estava escrito. Tô lendo Feliz Ano Velho¨.  Ele, com cara de assustado, respondeu: ¨Eu terminei de ler este livro, ontem!!! Você está falando do Arrigo Barnabé? O cara da fila? Bem, ficamos mudos. Adoráveis coincidências da vida. Não, não é nenhuma história de amor (poderia, mas não é o caso). Apenas uma adorável coincidência da vida. Ele foi para sua consulta e eu continuei lendo e esperando pela minha.
O livro está acabando e eu decidi vir aqui compartilhar esse sentimento com vocês. Cada livro que leio é uma viagem. Saio do meu chão e posso voar por qualquer canto. Suspiro, torço, fico ansiosa. Quando foi a última vez que você leu um livro? Qualquer viagem é deliciosa, principalmente aquelas com check-in. Vivemos com planos de sair por aí, pegar o primeiro vôo para algum lugar desejado. Mas o prazer de voar, sem sair do lugar, é surpreendente.
Sugiro você fazer isso hoje. Permita-se ir para longe sem fazer esforço, sem entrar na fila. Abrir um livro e sentir o prazer de ser levado por ele. Reserve alguns minutos do seu dia. Se envolva na leitura. Faça do seu livro sua companhia. Ele com certeza te levará para as melhores viagens.
...Ahimsa ! 
*Escrevi este texto ouvindo Beirut, Elephant Gun. A música é uma viagem à parte.

sábado, 30 de abril de 2011

Especial Salta: La Estancia de Cafayate Wine & Golf, um condomínio de prazeres!

No dia "2" de Cafayate fizemos um programa diferente, fomos conhecer um empreendimento imobiliário: o La Estancia de Cafayate Wine & Golf, um condomínio fechado com uma série de serviços exclusivos. 


Neste caso ele está aberto ao público. No futuro, quando todos os lotes estiverem vendidos pode ser que fique restrito a moradores, entretanto, acredite-se que a tendência é pessoas de fora poderem utilizar...


Sorte de quem tiver casa por lá e tomara que fique aberto aos visitantes porque o lugar é realmente lindo! Neste loteamento de luxo há vinhedos, campo de golfe, cancha de polo, club house, SPA, um futuro hotel boutique com a chancela Grace Hotels e cavalos. Nada mal, né?


Durante a manhã, grande parte do grupo fez um passeio à cavalo. Peter jogou golf. Edu e Carol passearam de carrinho de golf, eu dividi meu tempo entre a cavalgada e uma caminhada para fotografar. 


Ao nos encontrarmos no club house, todos estavam encantados, não havia como ser diferente.


Cheguei caminhando no club house, fui descobrindo os cantinhos...


Encontrei esta hortinha!


O almoço estava divino. Elegi minha salada (verdes com nozes caramelizadas) como uma das melhores da vida!  


O prato principal foi uma truta (maravilhosa) com risoto de quinoa. Eu não sou fã de truta, mas era o único peixe do cardápio, arrisquei e lambi os dedos!


A turma da carne rasgou elogios!


E foi lá que elegi meu Torrontes predileto. A uva vem de vinhedos próprios, o vinho produzido é usado para consumo próprio onde os moradores têm direito a algumas garrafas. Chique, né?


Foi realmente muito relaxante e deliciosa a experiência de estar ali, em lugar tranquilo, lindo pela natureza árida e exuberante, tão bem organizado e projetado!


Antes de ir embora dê uma namorada na lojinha e admire as fotos de Eliseo Miciu, grande artista argentino!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Especial Salta: Alto de la Luna, chegue e marque uma massagem!

Nossa chegada em Cafayate foi realmente em grande estilo!

A beleza ímpar da Quebrada de las Conchas e o almoço delicioso na La Casa de la Bodega nos deixaram felizes e relaxados. Fizemos check in no segundo hotel da viagem perto das 17 horas. Nossas próximas duas noites seriam no Alto La luna, 15 quilômetros do povoado de Cafayate, que faz parte da província de Salta. 


A paisagem é deslumbrante, aquele paredão (cadeia de montanhas) na frente do hotel é merecedor de muitos aplausos. Lembro que na manhã do primeiro dia que dormimos lá, resolvi sair para correr. A esteira do hotel estava estragada, o que foi ótimo porque fazer exercício na rua é muito melhor. Há uma estrada asfaltada no "nariz" do hotel com pouco trânsito, quase nenhum parta ser franca. Ver o sol iluminar o topo das montanhas foi uma imagem linda que não pude fotografar (ainda não consigo correr e tirar fotos ao mesmo tempo), mas lembro que foi de uma beleza incrível, que trago na memória e no coração. Foi a melhor corrida da viagem!


Opa! Pulei uma parte importante, o hotel tem um SPA. Logo que cheguei marquei uma massagem. Bem, senhoras e senhores, lhes digo: foi uma das melhores massagens da minha vida!  As mãos abençoadas são da Virgínia! Considerando minha profissão de fotógrafa e a constante dor na lombar que tenho, sou uma adepta de massagens, onde vou, faço uma e a Virginia realmente me surpreendeu! Tentei fazer outra seção, cheguei a marcar horário, mas o guia não me deixou escapar do roteiro pré estipulado e fiquei na vontade... 


Os quartos repetem a dose conforto e aconchego. Cada um tem uma sacadinha própria com vista para os vinhedos ou montanhas. Há uma grande piscina (aquecida), sauna, sala de massagem, academia (não espere muito dela), restaurante próprio (muito bom, comi um risoto de quinoa maravilhoso), boa carta de vinhos, sofás no terraço e um café da manhã gostoso. 
Este foi o hotel que mais gostei da viagem. O recomendo e torço que você tenha uma noite de lua cheia como tivemos!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Especial Salta: o melhor Malbec da viagem num almoço ao ar livre!

A pousada Casa de la Bodega fica na ruta 68, estrada que liga Salta à Cafayate. Paramos nela para almoçar. Chegamos num lindo dia de sol. Que feliz fiquei ao ver a mesa ao ar livre, embaixo da árvore! Adoro refeições em contato com a natureza!


Achei o máximo a mesa e bancos serem feitos de madeira, rusticidade com harmonia com o ambiente.


Pertinho fica o forno de onde saiam as empanadas de carne e queijo,  quentinhas e deliciosas! 


No almoço fiquei surpresa com o sabor dos verdes e legumes. Todos fresquinhos. Há que se fazer um esforço para não comer dez empanadas, uma atrás da outra. Foi servida carne como prato principal e os elogios foram constantes.


E a batata assada no forno? Hummmm


Fomos recebidos por Mário Peña, o dono que cuida com olhos atentos a pousada. Sujeito simpático e apaixonado pelo que faz. Foi ali que tomei o melhor Malbec da viagem. O mais surpreendente é que o vinho ainda está em garrafa, esperando mais um ano para chegar ao mercado e me pareceu divino! A produção é pequena e não tem para vender no Brasil, você terá que ir lá! Apenas três tipos de uva são plantadas: Malbec, Cabernet Sauvignon e Torrontes. 


Junto da La Casa de la Bodega está a bodega Peña Veyrat Durbex, ambas fazem parte do grupo Aires que possuí uma emissora de rádio em Salta. Em 2001 foi comprado os vinhedos e terra para criar um hotel boutique inspirado no mundo dos vinhos. Os quartos são confortáveis, não há nada de surpreendente ou superluxuoso. Mas certamente é um lugar para passar  dias com aconchego. É possível fazer tours pela bodega, todos os dias, das 10h30 ao meio dia. O preço por pessoa é de 25 pesos. Recomendo reservar, mas se você estiver passando, pode parar, eles atendem sem reserva. 


Isso sem falar na vista! Destas que hipnotizam! Ficamos olhando o horizonte, a sucessão de montanhas e cores, por horas, sem pressa, sem nada, apenas emocionados pela obra da natureza e gratos por estar ali, justamente ali.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Especial Salta: rumo a Cafayate! Cenário de emocionar!

Até agora contei sobre as 24 horas que passei em Salta, na Argentina.

Resuminho: nelas falei da boa relação custo X benefício do Del Vino Boutique Hotel, do interessantíssimo museu MAAM, da linda arquitetura colonial da cidade, do Cerro São Bernardo que tem uma bela vista onde deve contemplado o pôr do sol e a chegada da noite, do folclore local: a Peña e a feira de artesanato.

Agora é hora de pegar estrada rumo à Cafayate! 

Eu viajei de van porque estava com um grupo de jornalistas, mas desejei estar de carro para ter uma vista melhor do caminho que é lindíssimo. Então se você é aquele tipo de viajante que gosta de dirigir, parar quando der vontade, fotografar tudo que lhe encanta, não ter roteiros pré determinados, alugue um carro e pé na tábua! 

O vento leva para a Ruta Nacional 68, são 186 quilômetros até chegar em Cafayate. A viagem deve levar cerca de quatro horas por uma estrada cheia de curvas, estreita, com alguns precipícios, que merece cuidado. Haverá muitas paradas, como eu falei o cenário é de uma beleza rara. A primeira parte é bonita. 


Acima nossa primeira parada. Nossa guia, a Carol, avisa: isso não é nada. Vai ficar mais bonito! Ela estava certa!

Paramos na Quebrada de las Conchas, entramos em uma fenda gigante onde uma montanha feita de argila com formatos irregulares talhados pelo vento nos faz ter a impressão de estarmos em outro planeta. A acústica é ótima e um músico tocava seu saxofone enquanto os visitantes posavam para fotos. 


Na entrada uma vendedora de tortillas... Deu uma fominha, mas guardei para o almoço que nos esperava na La Casa de la Bodega.


A segunda metade é de arrepiar!  Subimos em um cerro de onde temos uma visão angular das formações rochosas, do contraste do marrom escuro, claro, avermelhado, com as nuvens entrando e saindo, um rio passando, o verde do pasto e a imensidão e silêncio sobressaindo. 


Nestas horas viramos crianças! Nesta foto Sorrel e Vichy se divertem entre um clic e outro e driblando o vento que era forte!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Especial Salta: a cultura é a alma de um povo!

Toda vez que eu viajo para uma cidade presto atenção nas suas raízes. 
É a cultura, a música, a dança, o folclore, o artesanato que nos contam do que se trata o lugar que estamos chegando cheios de curiosidade e animação! Não é mesmo?

Descobri em Salta, Argentina, a Peña se tratar de um hábito local que hoje atrai um bocado de turistas. Não será nada difícil encontrar um restaurante que ofereça uma noite de Peña que significa música ao vivo e comida típica: Humitas (feitas de milho e servidas com queijo de cabra) e Tamal (com carne de cabeça de vaca e milho seco). 


Há diversos lugares, grande parte pela rua Balcarce, eu fui no Peña La Nochera que me pareceu turístico demais, a música era tão alta que mal podíamos conversar, a carne era impossível de comer (relato dos meus amigos porque eu não como carne), apesar do ambiente ser muito bonito. Claro que tiramos o melhor proveito da experiência. 


Achei incrível como os argentinos sabem dançar suas músicas folclóricas. Havia um casal jovem sentado na mesa ao lado, lá pelas tantas os dançarinos tiram os comensais para dançar, o tal casal foi e arrasou na pista de dança. Eu que sou gaúcha identifiquei, rapidamente, a Chula (nossa dança típica) nos passos deles e as vestimentas. Bem, somos vizinhos e as culturas começam a se mesclar.

Vale a pena destinar uma noite para uma experiência de Peña em Salta. Eu assino embaixo. Apenas saiba onde ir. Meu amigo e guia Pius Baltazar recomenda o  "La Vieja Estacion", "La Panaderia del Chuña" e "Balderrama". 


Agora falando de artesanato! Sugiro o Mercado Artesanal, que fica na avenida San Martin, 2555. Os produtos oferecidos são realmente feitos pelos artesãos com matéria prima da região, você não vai correr o risco de comprar algo made in China. 


Eu comprei meias tecidas com lã de llama, mas segundo o Pius as melhores são com lã de vicuña porque não pinicam (verdade, no começo as minhas pinicaram, mas depois me acostumei). Agora se você estiver em Salta em um domingo, vá a Plaza Nove de Julio (Nove de Julho) onde cerca de 200 artesãos expõem seus trabalhos pela calle (rua) Balcare, Plaza Guemes e em frente a estação de Trem conhecida como Paseo de los Artesanos.